LUIZ ROSSI

PRIMEIRAS PALAVRAS

Pensar agora em um cenário político para as eleições de 2022 é um ato temerário. Mas, como temos que pensar, ou melhor, imaginar o futuro até 2022, começaremos hoje a estabelecer esse cenário que, todos sabemos, é apenas uma projeção de momento. Pode ser radicalmente diferente em 2022, como já aconteceu na história política brasileira.

Quais são os candidatos que atualmente aparecem na mídia? Nessa análise, partiremos não de candidatos mas de forças políticas (opções ideológicas, partidos e movimentos) presentes atualmente na cena brasileira.

Muito do que será discutido aqui depende das eleições municipais deste ano de 2020. Os partidos que ganharem as eleições municipais passarão a contar com pontos a seu favor nas eleições de 2022. É importante, então, ficar de olho nessas eleições.

É importante também considerar que no primeiro turno presidencial teremos dois tipos de candidatos. Um que pode ser eleito presidente em função de sua trajetória, de sua personalidade e de suas alianças. O segundo tipo é o que se candidata a presidente para se cacifar para o futuro, ser conhecido, ter visibilidade para ser o prefeito, governador, deputado, senador. Outros personagens se candidatam para propagandearem a sua igreja, para venderem os votos recebidos a um candidato do segundo turno.

Por último, novo cenário será construído no início de dezembro deste ano. Vou me lançar na busca de tendências para as eleições de 2022 a partir das votações das eleições municipais deste ano e, também, verificar se minhas previsões e tendências, apresentadas neste artigo, continuarão de pé.

A EXTREMA DIREITA

Jair Bolsonaro é candidato à reeleição

Candidato à reeleição, o presidente Jair Messias Bolsonaro venceu as eleições em outubro de 2018, utilizando palavras ofensivas e todo tipo de ferramentas que tinha à mão, legais e ilegais: fake news, xingamentos, acusações sem prova, intimidações, caracterizando-se como um candidato da extrema direita, fascista.

Até essa data, o Supremo Tribunal Federal – STF –  e o Tribunal Superior Eleitoral – TSE – não avançaram na análise dos processos contra o candidato Jair Bolsonaro por dificuldades próprias ou por interesse político. A bem da verdade, existem processos em relação a possíveis crimes eleitorais em tramitação nessas duas instituições do Judiciário. Esperemos para ver.

Bolsonaro contou com o apoio político e financeiro de grandes empresários aos quais sinalizou, como candidato à presidente, que desenvolveria uma política radical em benefício desse empresariado nacional, além de não desagradar as multinacionais e os interesses estrangeiros aqui fincados.

Prometeu e cumpriu que submeteria o Brasil aos interesses do imperialismo norte-americano, o que está acontecendo. É pura vassalagem. O liberto se transformando em servo para se submetendo de boa vontade ao senhor.

Já na campanha eleitoral ele chamou o banqueiro Paulo Guedes para cuidar da economia e das finanças brasileiras – colocando a raposa no galinheiro. O projeto é privatizar tudo o que pertence ao Estado brasileiro.

Essas privatizações não estão acontecendo tão aceleradamente devido a dificuldades constitucionais e legais, além do fato que nesse ano de 2020, ocorrerem as eleições municipais e senadores e deputados pretendem se candidatar ou ter ganhos eleitorais.

Durante a pandemia, o presidente Bolsonaro agiu na contramão em relação às diretivas da OMS – Organização Mundial da Saúde – afirmando que era uma gripezinha; colocou um general para comandar o Ministério da Saúde e outros militares, pessoas sem a mínima experiência na área; incentivou seus apoiadores a entrarem em hospitais onde eram tratados os doentes com Covid 19; afirmou que a morte de algumas pessoas idosas não seria problema, desde que a economia voltasse a funcionar; solapou e contrariou as diretivas da maioria dos prefeitos e governadores. Em síntese, não comandou a batalha para evitar mortes pelo vírus, prejudicando os esforços de prefeitos e governadores. Por tudo isso, é responsável por muitas mortes.

Com a ajuda emergencial, saiu dos 30% de aprovação pela população e subiu nas pesquisas como candidato às eleições de 2022. Enviou ao Congresso um projeto de lei propondo 200 reais para ajudar as pessoas necessitadas pela pandemia. O Congresso, com o esforço da oposição, conseguiu subir para 600 reais. O incrível aconteceu: a oposição dormiu no ponto e ele ganhou a batalha da comunicação, recebendo o apoio da população pelo benefício que no início, por proposta do próprio governo, era de apenas de 200 reais.

Como já era candidato à reeleição, com as novas pesquisas que o colocam com cerca de 50% de apoio, provavelmente, haverá mudança na área econômica, colocando um político mais afeito aos seus desejos de chegar a 2022, com força suficiente para disputar o pleito com condições de se reeleger.

Nessa empreitada, conta com o apoio de militares das Forças Armadas, principalmente as do Exército, que ocupam alguns cargos estratégicos junto ao presidente. Podemos afirmar, que, no frigir dos ovos, quem governa é uma junta militar, informal, estando Jair Bolsonaro, responsável por essa junta.

É necessário dizer que o presidente da Câmara Federal – Rodrigo Maia – tem ajudado o presidente a viabilizar a proposta conservadora e entreguista da burguesia brasileira e internacional. Além disso, Rodrigo Maia tem sido peça fundamental em guardar nas gavetas os mais de 50 pedidos de impeachment do presidente.

Por fim, além do apoio atual, bastante significativo, o presidente teve mais uma vitória política recentemente. Conseguiu seduzir com cargos os parlamentares do Centrão, grupo que oscila em função de quem dá mais. Com esse apoio, Bolsonaro passa a ter mais apoio para aprovar projetos de seu interesse no Congresso.

Sergio Moro é outro candidato da extrema direita

Jair Bolsonaro convidou Sergio Moro para ocupar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foi o prêmio que recebeu por    inviabilizar politicamente a candidatura de Lula à presidência da República nas eleições de 2018.

Sua permanência no Ministério foi fraca. Permaneceu todo o período na sombra do presidente da República. Não conseguiu apoio do Congresso para a aprovação de um projeto de lei que endurecia as penas de prisão, além de possibilitar que militares pudessem ser perdoados em casos de certas de mortes. A opinião pública jogou pesado e Moro não consegui aprovar o projeto. Em vários momentos o presidente o desmentiu.

Pediu demissão no dia 24 de abril de 2020. Recebeu efusivos apoios de parlamentares, de empresários, de outras personalidades. A Tv Globo abriu suas portas no dia da demissão para elogiá-lo e elevá-lo a condição de candidato à presidente da República.

A se demitir do Ministério, Moro se deparou com a divisão de seus apoiadores. O presidente passou a fustigá-lo, pois o via como candidato concorrente. Não o deixou em paz. Sua base inicial se dividiu, parte migrando para as hostes do presidente, parte permanecendo em seu apoio e um pequeno número, guarda a possibilidade de contar com outro candidato do mesmo campo ideológico como candidato a presidente.

As revelações da Vaza Jato sobre seu comportamento como juiz da Lava Jato, de que em vários julgamentos, principalmente no de Lula, julgou muito mais como político do que como juiz, tornaram-no suspeito. Sua aura de bom mocismo foi perdendo espaço, inclusive no STF onde atualmente está para ocorrer processo que poderá anular as sentenças decididas por ele.

Atualmente está na berlinda. Acusações e mais acusações são dirigidas a ele enquanto juiz da Lava Jato. Advogados, autoridades de várias instâncias do Judiciário, inclusive do STF, consideram que atuou politicamente como juiz.

Moro perdeu parte do apoio da extrema direita, mas pode ser que alcance algum apoio na direita tradicional, o que acho difícil, pois aí tem o Doria e, eventualmente, candidato do DEM.

Moro é uma incógnita para as eleições de 2022. Pode ressurgir das cinzas. São 25 meses até as eleições de outubro de 2022. É muito terreno pedregoso para ser vencido até lá. Mas não temos uma bola de cristal para prever se terá chance em 2022. Sinalizou recentemente, nas entrelinhas de fala, que poderá ser candidato em 2022.

Na disputa, se Moro se candidatar, terá muitos concorrentes. Bolsonaro concorre à reeleição, Doria que almeja a presidência e, talvez outro candidato saído das alquimias eleitorais.

A ESQUERDA E OS SETORES DEMOCRÁTICOS E PROGRESSISTAS

O ex-presidente Lula é uma peça importante para as eleições de 2022.

O ex-presidente Lula realizou um pronunciamento político no dia 07 de setembro. Foi um discurso histórico, e pode ser visto na íntegra em sua página no Youtube.

O antes e o depois desse discurso foi anotado por um jornalista. Ele considera que foi nesse momento que se abriram novas disputas políticas para a presidência da República em 2022. Com seu discurso, Lula colocou uma cunha nessa disputa, não importando que seja ele ou um outro candidato do Partido dos Trabalhadores, da esquerda ou de outro partido democrático e progressista.

É necessário considerar que Lula está preso devido às tramoias e as trapaças da justiça brasileira. Está solto, mas ainda corre risco de voltar à prisão ou permanecer inelegível por longos anos.

Aguarda a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal– STF – de anular o processo que o ex-juiz Sergio Moro o condenou, a mais despudorada decisão política de um juiz na história brasileira, referendada pelo Tribunal de Segunda Instância de Porto Alegre e, também, pelo STF. Se a decisão da Segunda Turma do STF se confirmar, essa condenação de Lula será anulada.

A questão não está posta apenas no terreno jurídico. O centro da disputa que agora se trava é impedir que o ex-presidente se candidate à presidência da República em outubro de 2022. É uma questão eminentemente política.

Mas, por que política? Não é devido a uma decisão de Rodrigo Maia, um subalterno presidente da Câmara Federal, que enfiou na gaveta mais de 50 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro; não é também uma decisão técnico-jurídica dos ministros do Supremo Tribunal Federal – uma mistura de personalidades com posições políticas divergentes – que não têm se pautado com uma posição de respeito à Constituição brasileira de 1988. Além do mais, têm o STF adotado uma posição, em muitos casos, principalmente do até então presidente Dias Toffoli, de sujeição ao presidente Jair
Bolsonaro, claramente um personagem com posições fascistas.

A questão central do impedimento político de Lula encontra-se na burguesia brasileira e internacional – grandes empresários nacionais e multinacionais, além de interesses políticos, principalmente dos Estados Unidos – que temem que a unidade política do povo brasileiro em torno de Lula ou de outro candidato da esquerda, possa realizar as grandes mudanças estruturais que o país necessita. Para evitar isso, já deram um golpe em 2016, inclusive com apoio das Forças Armadas, alijando Dilma Rousseff do cargo de presidenta da República, embora até hoje não tenha sido comprovado nenhum delito enquanto presidenta.

Mas, não é apenas a burguesia nacional – grandes empresários da indústria, do comércio, do setor de serviços, do agronegócio e da mídia – e as multinacionais e governos estrangeiros que não desejam, de forma alguma, que candidatos democráticos e de base popular disputem as eleições e assumam a presidência da República. Outros personagens de menor importância, mas não menos perigosos, são os executores das diretivas políticas da burguesia brasileira e internacional: as Forças Armadas, parte do Judiciário, parlamentares do Centrão.

Não se pode deixar de destacar, também, o papel da mídia na obstrução de toda iniciativa democrática e progressista. A TV Globo não publicou nada do discurso de Lula no dia 7 de setembro pelo Youtube. Simplesmente ignorou – um atentado, visto que os órgãos da imprensa rádio e televisão são concessões do Estado, o que supõe que a população seja abastecida de informações, não importa qual seja a origem.

Outras emissoras de televisão e rádio também primam pela publicação apenas do que lhes interessa politicamente como a TV Record, cujo proprietário é Edir Macedo, também dono da Igreja Universal do Reino de Deus.

Além da questão da condenação de Lula, as discussões passam pela formação de uma frente, congregando partidos e movimentos políticos, sindicatos, associações profissionais e de moradores, tendo um nome referência como candidato a presidente da República. Essa frente é possível? Além de Lula, o PT conta com Fernando Haddad que foi prefeito da cidade de São Paulo.

Temos como possível candidato Ciro Gomes, do PDT, político que tem hostilizado Lula e o PT o tempo todo. Não sei exatamente As razões dessa ira não são conhecidas. Na mídia, aparece também o governador do Maranhão Flávio Dino, com uma posição lúcida e visão nacional. E, não se pode deixar de lembrar de Guilherme Boulos, candidato a prefeito da cidade de São Paulo nas eleições municipais de novembro desse ano. Se conseguir uma votação consagradora, e não vencer, poderá ser outro candidato a presidente em 2022.

CANDIDATOS DE CENTRO DIREITA

Um candidato certo para a presidência da República é o governador de São Paulo João Doria, do PSDB – Partido Social Democrático Brasileiro. Ele parte de uma posição política muito forte pois é o governador do estado mais rico do país. Ainda não estão claras as suas projeções como candidato a presidente mas, de qualquer maneira, é um candidato forte.

Ele se elegeu na onda bolsonarista. E hoje faz questão de se distanciar do presidente. O enfrentamento em relação à pandemia é um dos atrito entre eles.

No DEM – Partido dos Democratas – aparece o nome de Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara Federal. Este já declarou que não é candidato devido à sua preferência por atividades parlamentares, não executivas. Mas não podemos descartar o seu nome. Não o vejo com muitas possibilidades de sucesso por ter se aproximado excessivamente do presidente Bolsonaro e também por ter perdido o apoio de importantes quadros do Centrão, recentemente. Estes aproximaram-se do presidente Bolsonaro, beneficiando-se de cargos e regalias.

Outro possível candidato é Luiz Henrique Mandetta que foi Ministro da Saúde do Governo Bolsonaro, alijado posteriormente pela própria posição errática e negacionista do presidente em relação à pandemia. Ele saiu do cargo criticando o presidente e perdeu bastante espaço na mídia.

Pode surgir um candidato de proveta, como o apresentador de televisão Luciano Huck. Este pode ter o apoio do empresariado. Mas, considero difícil que viabilize sua candidatura.

O PTB – Partido Trabalhista Brasileiro – não deve lançar candidato à presidência. Este partido prefere geralmente apoiar outros e se aliar a um candidato com condições de ganhar no segundo turno.

CANDIDATOS DE CENTRO-ESQUERDA

O PSB – Partido Socialista Brasileiro e a Rede de Sustentabilidade, cuja presidenta é Marina Silva, ainda não sinalizaram com o lançamento de candidato à presidência da República. 

Ciro Gomes PDT – Partido Democrático Brasileiro – é um possível candidato à presidente. Será que ele permanecerá numa frente democrática e progressista ou migra para o centro? Nos próximos meses, teremos alguma ideia das pretensões de Ciro Gomes.

CONCLUSÕES POSSIVEIS E ARRISCADAS

Possibilidades do candidato Bolsonaro

Bolsonaro tende a ser um candidato forte, tendo à mão a presidência da República. É muito dinheiro e poder que podem ser canalizados para viabilizar sua reeleição. Ele conta com uma base de apoiadores ideológicos em torno de 25% do eleitorado brasileiro.

Ele conta também com o apoio de movimentos de direita, congregando policiais e milícias, jagunços armados pelo agronegócio, o que pode tornar a próxima eleição presidencial uma guerra violenta contra as forças eleitorais de esquerda, progressista e democrática.

O Centrão ampliou a base de apoio parlamentar do presidente. Se esse apoio permanecer até as eleições de 2022, Bolsonaro poderá contar com esses parlamentares para angariar votos em regiões onde outros partidos têm mais penetração.

Por fim, a ajuda emergencial de 600 reais o alavancou nas pesquisas de opinião. A proposta do Ministro da Economia Paulo Guedes é de que essa ajuda permaneça até o final do ano no valor de 300 reais. Os militares do governo estão cochichando nos ouvidos do presidente que, se ele quiser ser reeleito, é necessário abrir os cofres.

Se num eventual segundo turno Bolsonaro terá como adversário um candidato democrático e de base popular, certamente o grande empresariado brasileiro e as multinacionais jogarão todas as fichas em sua candidatura.

As Forças Armadas apoiam Bolsonaro desde 2014, quando do lançamento de sua candidatura na Academia Militar das Agulhas Negras. As Forças Armadas têm um projeto de longo prazo para continuar tutelando o Brasil. Para isso, necessitam de que Bolsonaro seja reeleito em 2022.

Possibilidades do candidato Lula ou outro se ele não puder ou quiser

Preciso enfatizar, primeiro, que Lula ainda depende de decisões da justiça para se candidatar. Se, porventura, saír ileso da condenação citada acima terá condições de ser candidato a presidente para chegar ao segundo turno e disputar as eleições com o outro candidato, provavelmente Bolsonaro.

Em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná entre 18 e 21 de julho de 2020 publicada no Jornal O Estado de Minas, de 24 de julho de 2020, Bolsonaro estava no primeiro turno com 27,5% das intenções de voto e Lula com 21,9%. No segundo turno, Bolsonaro 45,6% e Lula 36,4%.

Mesmo tendo declarado, há algum tempo, que preferia permanecer como apoiador e não se candidatar, será que os internautas podem imaginar uma situação que Lula, mesmo estando bem postado nas pesquisas de opinião em 2022, deixaria para outro o lugar de candidato?

Se Lula estiver ausente da disputa de 2022, quais são os candidatos possíveis para as eleições presidenciais de 2022?

Ciro Gomes (do PDT), mesmo com as dificuldades com Lula e o PT, poderia tornar-se o candidato de consenso numa frente democrática e progressista que iria da esquerda até setores do centro político?

Fernando Haddad é outro nome que disputou as eleições de 2018 e chegou atrás de Bolsonaro no segundo turno. Terá ele condições e cacife de montar, com a ajuda do Lula, uma frente com os mesmos critérios postos acima?

Na impossibilidade de Ciro e Haddad liderar essa frente, quem poderia fazê-lo? Flavio Dino? Guilherme Boulos?

A esquerda e os setores democráticos e progressistas para chegar ao primeiro turno necessitam contar com apoios efetivos, indo em direção ao centro. Se chegar ao segundo turno, deverão  aliar-se a setores democráticos da burguesia para vencer e governar.

Outra hipótese, presente nas declarações anteriores e no discurso do 7 de setembro, é de que Lula, se candidato, radicalize o discurso para estabelecer claramente o espaço que devem ter as forças de esquerda, progressistas, populares e democráticas nos próximos anos.

Possibilidades do candidato Moro

Sergio Moro poderá tornar-se um candidato forte se mantiver os apoios atuais, se Bolsonaro perder espaço e, por último, se conseguir o apoio e o dinheiro da burguesia, atraindo apoios em direção do centro do espectro político.

Possibilidade do candidato João Doria

João Doria estará, acredito, bem postado em 2022 como candidato às eleições. Governa o estado mais rico da União e ainda tem 25 meses para ser identificado junto à população brasileira como um governador eficiente.

Ele disputará com Moro os votos do centro, e os votos da extrema direita com Bolsonaro. Será uma parada.

Aguardemos o início do mês de dezembro de 2020 para opinar sobre eleições presidenciais de 2022.

                                             Aracaju, 12 de setembro de 2020